Descobrimos algo que não podemos nomear, conceituar, que está além de todas as mudanças e mortes do mundo. Dessa forma, os desejos mesquinhos e frustrações causadas pelo apego se dissolvem, até desaparecerem. É como se estivessemos a vida toda envolvida em negras nuvens em turbulência e de repente nos elevássemos acima das nuvens, no céu aberto, inspirados e estimulados por essa liberdade, por essa paz e alegria que nos enche de encantamento e que nos dá a certeza de que há algo em nós que nada destrói, que nada altera, e que nao pode morrer. Chamamos esse estado de rigpa, ou natureza da mente, uma consciência pura, pristina e primordial que é ao mesmo tempo inteligente, radiante e sempre desperta.
A natureza da mente, que está além dos pensamentos e das emoçoes, é a nossa essencia mais pura. Ela é absolutamente intocada pelas mudanças e pela morte, e está eternamente presente, como um céu aberto, luminoso e brilhante. Sob determinadas circunstâncias, podemos entrar em contato com ela, que é a nossa mais profunda. A morte pode nos revelar quem realmente somos se nos prepararmos para ela. É o momento crucial da existência, um instante de grande abertura e esperança, e uma tremenda oportunidade, se voce entender o que estiver acontecendo. Porque ali pode se revelar o solo supremo do nosso Ser, e o que somos na realidade.
domingo, 23 de outubro de 2011
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